Meu Natal



Natal. Eu sempre gostei dessa data. Quando se é criança não é muito difícil, mas até hoje o sentimento é o mesmo...


Papai Noel nunca foi o símbolo maior na infância, já não acreditava nele e isso não era um problema. Também devo dizer que nunca fui contra, já que ele costuma “visitar” minha casa hoje em dia. Não como símbolo maior, mas só temos uma chance de viver essa fantasia, e é na infância, meu filho gosta disso, e por isso nós também.


Eu adorava esperar pelos presentes deixados ao pé da cama, mesmo sabendo quem os deixava lá. Depois da festa na casa dos avós, dormíamos tentando controlar a ansiedade até que finalmente amanhecesse. Crescemos. Com o tempo os presentes deixaram de ter toda essa magia, mas o Natal não.


Talvez fosse a consciência do verdadeiro sentido do Natal, o nascimento do maior homem que já pisou na Terra, o filho de Deus. É claro que, em orações, especialmente em agradecimentos, Ele sempre esteve presente. Vó Maria, vô Zé Júlio, a nossa noite de Natal. No dia seguinte, o almoço na casa da vó Inês (in memorian). Sempre!


Mas é como ir à um aniversário. Você cumprimenta o dono da festa, e depois aproveita todo o resto. Até porque, se você realmente ama aquele a quem homenageia, deveria lembrar-se dele todos os dias, fazer por ele sempre. Nessa data, seria como trocar presentes e falar do Papai Noel, e depois distribuir cestas básicas (entenda-se qualquer ajuda) durante os outros 364 dias do ano. Jesus seria muito mais feliz, acredito. Nós também. Quem ajuda, é ajudado.


E então, se meu sentimento por tudo isso fica, por vezes esquecido, se tantas fases passaram, por que ainda gosto tanto do Natal? O que tem em comum desde meu tempo de criança? A família! O encontro das datas comemorativas.


Este ano, o mundo mudou. Os encontros, os abraços, os sorrisos cobertos por máscaras... Houve um choque! Eu senti. O tempo todo era a família! Mas sabe de uma coisa, a família está aqui! Desafiando os acontecimentos de transformação para nos juntarmos de novo em breve. Sejamos fortes, cuidadosos, esperançosos... Jesus não espera que sejamos diferentes. Nós somos os mesmos, apenas transformados pela saudade se sermos o que sempre fomos. Unidos!


Um feliz Natal cheio de abraços virtuais!

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