Copo d´água




Talvez alguns de vocês já tenham ouvido algo semelhante. No meu caso, particularmente, foi uma dessas proveitosas postagens do facebook (acreditem, nem tudo é inútil) compartilhada por um amigo em comum. Não posso dar detalhes da origem do texto porque a própria postagem não os fornecia, mas não tem problema. Ficou o recado e ele é o mais importante, por isso resolvi compartilhar com vocês o assunto.


Tratava-se de uma palestra sobre o “gerenciamento do estresse”, algo tão comum (no caso do estresse ou stress, em inglês) e tão difícil de lidar (no caso do gerenciamento) nos dias de hoje. O estresse é, sem dúvida, um dos males do século, e vem no pacote da vida moderna quase como item de série.

Já se sabe que a causa de diversas “doenças” do corpo e da mente tem origem comprovada nesse vilão. Doenças que por vezes silenciosas, acabam fulminando em diagnósticos mais sérios nos consultórios de médicos das mais variadas especialidades, hospitais, para não dizer o pior. O diagnóstico por vezes tardio, acaba quase sempre indicando o estresse como causa, este que se origina nos nossos velhos e inseparáveis problemas.


Ouço o tempo todo pessoas dizerem “estou preocupado com isso, estou preocupado com aquilo”, e fico me perguntando se a questão não seria apenas “posso ou não posso resolver os problemas” e pronto. Ser uma pessoa preocupada não faz de você alguém mais capaz, nem mesmo alguém que mais se importa. Faz de você alguém que sempre se preocupa. Isso ajuda alguém ou a você mesmo?


É importante lembrar que os problemas do dia a dia sempre irão existir. Se você resolver o de hoje, amanhã terá outro. Se não resolver, tenha certeza de que ele estará à sua disposição até que isso aconteça ou talvez nem seja preciso fazer absolutamente nada. Problemas são assim. Mas nunca deixe que a preocupação em função desses problemas se transforme em estresse, esse é o nosso maior erro. Por isso a necessidade de aprender a gerenciá-lo (o estresse) o quanto antes para o nosso próprio bem. E como isso faz bem!


É claro que, como disse, não tenho detalhes do conteúdo de tal palestra nem do referido palestrante, mas o trecho deixado como recado traduz bem o ponto de vista sobre o tema e nos faz pensar a respeito com mais atenção. Se não, vejam:


Em um determinado ponto da palestra, a psicóloga levantou um copo d´água. Todos pensaram na velha pergunta: “Meio cheio ou meio vazio?” Mas com um sorriso no rosto ela perguntou: “Quanto pesa este copo de água?” As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela respondeu: “O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Seu eu segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia, meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos, o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava.” Ela continuou: “O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d´água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. Eu penso sobre eles durante todo o dia e me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa.” Então lembre-se de “largar o copo”.


É isso que precisamos fazer muitas vezes, aliás, todas as vezes. Largar o copo. Se a preocupação resolvesse nossos problemas, ótimo. Mas nunca resolvem. Só os fazem mais e mais pesados. E todo esse peso sempre incide em quem pensa demais neles. É como a lei da atração. Pense no problema e só terá problema. Pense em soluções e coisas positivas, mantenha a mente limpa e tranquila. Na maioria das vezes, os problemas se resolvem sozinhos. É como diz um grande amigo meu: “Metade dos grandes problemas que temos nunca dão em nada”.


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