Amor de mãe, amor de pai



Sempre ouvi sobre isso. O quão imensurável é o amor de um pai ou mãe sobre seu filho, ou filhos. Nunca duvidei, porém nunca pude saber a extensão desse sentimento... até agora. Na vida, algumas coisas, precisamos sentir, não entender. Hoje vivo, sinto, por isso, também entendo. Mesmo assim, percebo algo que talvez todos os pais sintam, embora poucos tenham coragem de admitir como se cometessem um tipo de pecado. Soa estranho quando se ouve à respeito, como ouvi outras vezes: “Nunca vou amar meu filho 100%”, ou “Me sinto péssima! Amo minha filha, mas não acho que da maneira que todos diziam que amaria”. E achei lindo! Calma! Isso é um processo... e achei lindo todo ele... o começo e o meio... do fim não se sabe... há quem diga ser infinito.


As citações acima são reais. Vieram de mães diferentes, a primeira, que curtia seu pequeno de apenas oito meses, e concluiu que à cada dia sentia seu amor por ele aumentar mais e mais, e percebia que isso não teria fim, portanto nunca seria capaz de chegar aos 100%. A segunda, de uma mãe nos primeiros dias dessa maravilhosa experiência, entendendo que seu amor, embora grande, parecia-lhe pequeno diante de toda grandeza que tantos lhe relatavam sentir. E era mesmo. Hoje, mais de quinze anos depois, ela também percebeu como esse amor cresceu rápido. Dia a dia. Rápido como crescem os filhos.


É uma questão de tempo. Pouco tempo, aliás, para saber que um filho te conquista todos os dias. Então seu amor começa tímido, receoso. Talvez seja a combinação de alegria e medo. O medo de não conseguir ser tão bom pai, boa mãe. O medo da responsabilidade de uma vida em suas mãos. O medo de falhar. O medo de acreditar, no fundo, que todos souberam o que fazer, menos você. Talvez esse medo nunca te abandone, mas certamente se tornará obsoleto perto do resto... e o resto se torna grande demais.


Eu também estou só começando. Algum dia, quando voltar a ler este texto, talvez vá dizer como era pequeno o meu amor pelo meu filho neste dia, tamanha grandeza dele neste futuro. Pode ser. Mas hoje digo que posso garantir ser impossível medir o que sinto por ele. Mas um dia li que *alguns infinitos são maiores que outros... e acho que agora entendo mais a razão disso.


*Citação do livro “A culpa é das estrelas”, de John Green.



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